
A indústria brasileira de colchões atravessa um momento desafiador. A pressão por preços, o avanço da informalidade e a circulação de produtos sem controle técnico colocam em risco a qualidade percebida e a competitividade do setor.
Um levantamento recente da ABICOL aponta que 34% dos fabricantes projetam 2026 como um ano pior do que 2025, em um cenário marcado por estagnação e leve retração da atividade. Entre os principais entraves, estão concorrência desleal, presença de produtos não certificados e preços incompatíveis com os custos reais de produção.
Nesse cenário, diferenciar-se deixou de ser opcional. Tornou-se estratégico.
O selo Pró-Espuma ganha protagonismo justamente por estabelecer critérios rigorosos de qualidade, segurança e desempenho para as espumas utilizadas na fabricação de colchões, com base em ensaios laboratoriais e requisitos técnicos superiores.
Mais do que um selo, é um referencial técnico claro em um ambiente cada vez mais confuso para o consumidor.
Certificação como posicionamento estratégico
O Brasil tem, hoje, mais de 400 marcas de colchões em operação. Ainda assim, apenas 5 fabricantes contam com produtos certificados pelo Pró-Espuma.
A certificação é voluntária e prioriza rigor técnico acima de escala. Seu papel não é acompanhar o volume do mercado, mas sustentar um padrão técnico elevado, acessível apenas às empresas que atendem a requisitos superiores de desempenho, segurança e conformidade.
Como ressalta a diretora-executiva do INER, Cleriane Lopes Denipoti: “O Pró-Espuma não foi concebido para acompanhar o volume do mercado, mas para sustentar um padrão técnico elevado, inclusive em momentos de retração”.
As projeções indicam uma recuperação moderada do setor em 2026, com crescimento estimado entre 8% e 12% em relação a 2025 e volume previsto entre 770 mil e 800 mil certificados emitidos.
Nesse contexto, a certificação deixa de ser apenas um atributo técnico e passa a funcionar como instrumento concreto de valorização do produto, permitindo que a competição se dê por desempenho e conformidade, e não exclusivamente por preço.
A certificação também se estende a outros produtos ligados à qualidade do sono, como os travesseiros, que passam por ensaios técnicos para garantir critérios objetivos de desempenho, segurança e durabilidade.
Desde 1984, o INER atua para elevar a qualidade e a padronização do mercado de colchões no Brasil. Sustentar padrão técnico, nesse contexto, é uma escolha estratégica para o futuro do setor.
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